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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

SAÚDE EM ALERTA! Pernambuco pode somar oito casos de difteria este ano

Pernambuco pode somar oito casos de difteria registrados este ano. Até o momento, quatro casos da doença foram confirmados, todos no município de Chã Grande, na Zona da Mata Sul do estado. Outros quatros estão sob investigação. O mais grave foi o do adolescente Paulo Sigernando da Silva, de 17 anos, que morreu na madrugada do sábado passado em uma unidade de saúde do município de Salgueiro, onde morava. Dois irmãos da vítima, os gêmos Cosme e Damião Sigernando da Silva, de 19 anos, estão internados desde sábado no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), em Santo Amaro.

De acordo com o chefe do Departamento de Infectologia do Huoc, Demétrios Montenegro, os pacientes passam bem, respondem ao antibiótico e devem continuar em tratamento por, pelo menos, mais oito dias. Apenas um deles teria apresentado placas no corpo, mas nenhum sofreu agravamento do quadro. Segundo o médico, ambos tomaram a vacina contra a doença, mas não haviam feito o reforço, necessário a cada 10 anos. O outro paciente com suspeita de difteria está internado em um hospital particular do Recife. O infectologista, no entanto, não informou sexo, idade ou bairro onde a pessoa mora.

O estado registrou outros sete casos nos últimos oito anos, sendo um em 2007, outro em 2013, mais um em 2014 e quatro este ano. O último óbito por difteria havia ocorrido em 2003, no Recife. A doença estava praticamente erradicada no Brasil a partir dos anos 2000. A enfermidade passou a ser combatida no Brasil no início da década de 1970, quando foi instituído o Programa Nacional de Imunizações que combate, entre outras, doenças como tétano, coqueluche, sarampo, rubéola, meningite e hepatite. Nas décadas de 1980 e 1990 os casos começaram a diminuir no país.

O que é difteria:

Doença transmissível aguda, toxiinfecciosa, imunoprevenível, causada por bacilo toxigênico.
O bacilo toxigênico frequentemente se aloja nas amígdalas, faringe, laringe, nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas e na pele.
A enfermidade é caracterizada por placas pseudomembranosas típicas.

Como previnir a difteria:
É preciso manter o calendário básico de vacinação atualizado. São necessárias três doses da vacina contra a doença aos 2, 4 e 6 meses de idade.
A vacina deve ser reforçada com 1 ano e 3 meses de idade, e depois com 4 anos.
Mas a cada dez anos é preciso tomar outra dose da vacina.

A vacina é encontrada gratuitamente na rede básica de saúde, ou seja, nos postos de saúde e programas de saúde da família.

O que a difteria causa:
Membrana grossa e acinzentada cobrindo a garganta e amígdalas;

Dor de garganta e rouquidão;

Glânglios inchadas (linfonodos aumentados) em seu pescoço;

Dificuldade em respirar ou respiração rápida;

Corrimento nasal;

Febre e calafrios;

Mal-estar.


Por Larissa Rodrigues e Thais Arruda / DP
Fontes: Vigilância das Doenças Imunopreveníveis da SES e Ministério da Saúde

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