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quinta-feira, 24 de março de 2016

ECONOMIA: PIB de Pernambuco em 2015 registrou primeira queda em 23 anos!

Imagem: Reprodução internet
Desde 1992 o Produto Interno de Pernambuco (PIB) não registrava queda. Na manhã desta quarta-feira (23), a Agência de Planejamento e Pesquisas do Estado (Condepe/Fidem) divulgou o resultado de 2015, apontando uma redução de 3,5% no indicador. O resultado foi um pouco melhor do que o brasialeiro (-3,8%), mas é o pior dos últimos 23 anos.

Com queda de 6,6%, a indústria foi o principal responsável pela retração do PIB estadual em 2015. O setor de construção naval pucou a queda, cravando uma taxa negativa de 26,7%. A atividade está sendo atingida pela política de desinvestimento da Petrobras, que autorizou a Transpetro (braço de logística da companhia) a cancelar as contratações de 11 navios do Estaleiro Atlântico Sul e dois do Vard Promar.

"Pernambuco acompanhou a tendência de recessão no Brasil e teve resultado do PIB semelhante ao nacional e ao de outros Estados como Bahia (-3,2%), Ceará (-3,5) e São Paulo (-4,1%). O Estado contabiliza três anos seguidos de queda no PIB. As últimas taxas negativas foram registradas em 1988 (-4,5%), 1990 (-2,5%) e 1992 (-2,8%)", observa o presidente do Condepe/Fidem, Flávio Figueiredo.

Impactado pela alta da inflação, desemprego e perda de poder de compra da população, o setor de serviços registrou taxa negativa de 2,7%. No âmbito da atividade, os segmentos mais prejudicados foram o comércio (-8%) e os transportes (-5,2%).

Em processo de retomada após um longo período de estiagem e se beneficiando do aumento da cotação do dólar, a agropecuária foi o único setor a contabilizar resultado positivo (5%), minimizando a queda do PIB. Um dos destaques foi o crescimento da produção de uva e manga com foco nas exportações.

"Para 2016, nossa expectativa é de que Pernambuco continue apresentando resultado alinhado ao do País. Pelos indicadores que estamos acompanhando nesse início de ano, o resultado do primeiro trimestre do PIB voltará a ser negativo", acredita Figueiredo.

Fonte: JC

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