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quinta-feira, 28 de abril de 2016

COMPESA: A complexidade do abastecimento em Garanhuns!

Foto: Arquivo / JCPE / Beto Duran
O serviço de abastecimento de água em Garanhuns é alvo constante de reclamações e descontentamentos por parte dos seus usuários, isto porque existem constantes interrupções no fornecimento do precioso líquido. As justificativas são sempre as mesmas: cano que estourou ou bomba que queimou!

Diante destas repetidas respostas, a população se revolta em sentimentos de impotência diante da única fornecedora, a Compesa. Estes sentimentos se agravam quando sabemos que não é por falta da água que o fornecimento é interrompido, mais por falta de estrutura no próprio sistema que é antigo.

Atualmente a cidade de Garanhuns é abastecida por três barragens, são elas: Cajueiro, com capacidade para 14.450.000 m3; Inhumas com capacidade de 6.900.000 m3 e Mundaú com 1.900.000 m3. Com as chuvas do início deste ano, essas barragens estão respectivamente com 90%, 66% e 83% das suas capacidades, segundo nos informa o Gerente Regional da Compesa em Garanhuns, Igor de Oliveira Galindo.
A soma dos três reservatórios ultrapassam 40 milhões de metros cúbicos de água.
Enviamos e-mail com alguns questionamentos a gerência da Compesa em Garanhuns que, também por e-mail nos respondeu. Perguntamos pela solução definitiva nas longas e constantes interrupções no fornecimento de água, já que as alegações são sempre as mesmas. A resposta foi: “Nosso sistemas que atendem a cidade de Garanhuns, dispõe de mais de 100 Km de tubulações com diâmetros e materiais diversos, passando por riachos, montanhas de difícil acesso, três barragens, seis unidades de bombeamento, doze bombas de grande porte, doze motores, e uma série de complexos sistemas de operação. É natural e normal que equipamentos mecânicos tenham necessidade de parada para manutenção, seja ela preventiva ou corretiva. Imagine que se um veículo particular fica parado para uma troca de óleo, conserto no freio, furo de pneu etc. um sistema complexo como o nosso a de parar também. Além disso, estamos sujeitos aos eventos fortuitos que podem danificar nossos sistemas e necessitar de reparos que podem ter maior ou menor velocidade na solução. Sempre buscamos a melhor solução o que muitas vezes não é a mais rápida”, nos responde o gerente Regional da Compesa, Igor de Oliveira Galindo.

Mas o problema da constância não foi respondido. Afinal, parar para concertar ou fazer manutenção preventiva é uma coisa, mas, divulgar tabela com datas para abastecimento, isto tem cara de racionamento, que não deve ser o caso!

O Sr. Igor Galindo, também foi questionado se existe projeto para regular o abastecimento em Garanhuns de maneira definitiva. Ele responde que desde 2015 foi iniciado um projeto de melhoria no sistema desta cidade e que este está em fase de conclusão. No entanto, é justamente desde esta data que o abastecimento só vem piorando!

Ele encerra o email dizendo: “A efetivação das melhorias não depende de um gestor, mas sim de todo um conjunto de profissionais e recursos para projeto, aquisição e implementação das soluções. Envolve várias equipes da Compesa como um todo que estão trabalhando para melhorar a situação”, finaliza o Gerente Regional da Compesa em Garanhuns.

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