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quarta-feira, 13 de abril de 2016

MOEDAS: Saiba o impacto na economia em guardá-las

Brasileiros desprezam R$ 850 mi em moedas

Imagem: Reprodução internet
Guardar moedas em cofrinhos para uso próprio ou com o objetivo de presentear alguém é um hábito muito comum entre os brasileiros. Apesar de ser aparentemente inocente, esse costume acaba surtindo um efeito negativo na conta do país: a falta de moedas em estoque. De acordo com um levantamento realizado pelo Banco Central, R$ 850 milhões estão “presos” nas mãos dos brasileiros. São 7,2 bilhões de moedas que não estão circulando. Esse volume equivale a quatro anos e meio de produção da Casa da Moeda. Além dos famosos cofrinhos, elas são esquecidas em gavetas, porta-trecos e cinzeiros de carros.

Para Júlio Becher, economista e professor de cenários econômicos e métodos quantitativos do Cedepe Bussiness School, os dados acima são reflexo da falta de educação financeira presente no país. “As pessoas não compreendem a possibilidade de utilizar o sistema financeiro e bancário como meio de fazer render o dinheiro. Por isso, acabam guardando em casa”, explica. Mesmo que a quantia seja considerada pequena, é recomendável que ela seja investida. Quando é guardada em casa, a pessoa corre o risco de perder o poder de compra. “Em tempo de inflação alta, por exemplo, o valor não significará mais a mesma coisa”, diz o economista.

Para o indivíduo, a perda pode não ser tão grande. Mas o impacto geral é enorme. De acordo com o Banco Central, repor o estoque de moedas atualmente custaria R$ 1,8 bilhão. No comércio, ocorre um efeito operacional também negativo. De acordo com Júlio Becher, os estabelecimentos acabam ficando sem moedas – e, consequentemente, sem troco – e precisam comprá-las de outras formas. Isso gera um gasto muito maior. É tanto que, atualmente, é comum restaurantes e supermercados oferecerem ao cliente brindes em troca de uma quantia grande de moedas.

Toda essa situação está relacionada com a desvalorização das moedas no Brasil, segundo Becher. “Nos Estados Unidos, por exemplo, elas têm valor no comércio”, diz. Hábitos como deixá-la caída no chão, colocá-la em uma prateleira quando chega em casa ou guardá-la e não lembrar depois são atitudes que comprovam o quanto os brasileiros não valorizam as pequenas quantias. Reflexo de um país castigado durante anos pela inflação.

Fonte: DP

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