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quinta-feira, 12 de maio de 2016

PERNAMBUCO: O número de doações de órgãos tem crescido nos últimos anos.

Foto: Reprodução / Lalo de Almeida
O número de doações de órgãos tem crescido nos últimos anos. Entre 2014 e 2015, houve um aumento de 21,7% nos transplantes feitos em Pernambuco. O quadro pode até parecer favorável, porém, atualmente, 1.229 pessoas ainda aguardam na fila.

Comemorando o aumento no número de doações, a coordenadora estadual da Central de Transplantes, Noemy Gomes, também demonstra que ainda há muito caminho há percorrer.

A falta de informação e o apoio institucional precário a famílias na hora de decidir realizar a doação são apontados como os pontos mais críticos desse processo, segundo a coordenadora. “Em 2015, houve um número que me pegou de surpresa: 169 pessoas doaram órgãos. O mesmo número de negativas familiar.es Ou seja, 169 pessoas também não doaram. Essa é uma realidade que precisamos mudar”.

No estado, apenas quatro hospitais tem uma equipe especializada para esse tipo de procedimento. Hospital Português, Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), Hospital Jayme da Fonte e o Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc) integram a lista das unidades de saúde capacitadas.

Porém, há comissões internas de transplante em, pelos menos, 15 grandes hospitais em Pernambuco. Atuando em conjunto, ainda existe a Organização de Procura de Órgão (Opo), que busca potenciais doadores nas unidades de saúde. De janeiro a abril deste ano, 445 transplantes foram feitos. No mesmo período do ano passado, houve 367 operações.

“Precisamos aumentar esse número. Geralmente, se fizermos uma enquete, pelo menos, 80% dos entrevistados vão falar que gostariam de doar. Então, porque na hora não conseguimos obter isso? Algo aconteceu nesse processo . O problema que só entramos nesse processo no fim. Por isso, estamos focando na necessidade de qualificar essa equipe que está em contato com o doador e a família”, diz Noemy ao comparar o Brasil com a Espanha, tida pela coordenadora o país referência nesse tipo de procedimento.

“Lá, as famílias são informadas do estado de saúde do paciente diariamente. Com isso, a pessoa não é pega de surpresa durante a comunicação de uma má notícia. A equipe [no Brasil] precisa estar mais voltada para o acolhimento familiar. O profissional de saúde também precisa ter esse entendimento de um potencial doador e ter cuidado para manter esses órgãos conservados”, completa.

Fonte: G1

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