Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

quinta-feira, 2 de junho de 2016

ALERTA! Uso de drogas contraindicadas pode ter contribuído para as 28 mortes já confirmadas por Arboviroses

Foto: AFP Photo/Luis Robayo
O número de mortes suspeitas por doenças transmitidas pelo Aedes aegypti segue aumentando em Pernambuco. Já são 233, sete a mais em uma semana. No mesmo período de 2015, eram 38 registros, 14 deles confirmados, todos para dengue. Neste ano, as confirmações já chegam a 22 para chikungunya e seis para dengue, totalizando 28. Os dados foram divulgados na quarta-feira (1º) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), com informações coletadas até o último sábado.

O que está por trás dos casos vem sendo investigado, inclusive ocorrências que expõem mais uma preocupação: a de que a automedicação, sobretudo de substâncias contraindicadas, possa ter piorado o quadro e contribuído para os óbitos.

Ainda não há comprovação disso, segundo a coordenadora do Programa de Controle de Arboviroses da SES, Clau­­­denice Pontes, o que não dei­­­xa de ser um reforço para que pacientes com suspeita de dengue, zika ou chikungunya procurem orientação médica e não recorram a medicamentos por conta própria. “Quando avaliamos os óbitos, quer seja por dengue ou chikungunya, há muito relatos de automedicação, relatos de parentes desses pacientes”, diz, acrescentando que a presença de comorbidades é um fator de risco. “Pessoas que são diabéticas, hipertensas, que têm alguma doença de base, devem voltar imediatamente ao médico”, completa.

Anti-inflamatórios, por exemplo, são contraindicados em casos de suspeita de dengue. Um perigo considerável, segundo especialistas, tem sido com a chikungunya, que, por conta das dores articulares, gera no paciente a busca por remédios para o alívio da dor. A “solução” pode acabar complicando o quadro. “O uso de certos medicamentos, como anti-inflamatórios, po­­de piorar a evolução da doença. Pode piorar a função do rim, induzir um sangramento digestivo e desencadear as for­­­mas mais graves”, diz a in­­­fectologista e professora do Departamento de Medicina Clínica da UFPE, Heloísa Ra­mos Lacerda. “Com a avaliação de um médico, busca-se alternativas para o tratamento, como analgésicos”, complementa.

Fonte: Folha de PE

Nenhum comentário:

Postar um comentário