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sexta-feira, 15 de julho de 2016

POLÍCIA: Um dos maiores receptadores de cargas roubadas foi preso em Lajedo

Imagem: Reprodução internet
A Polícia Civil de Pernambuco descobriu, durante as investigações que resultaram na Operação ‘Pente Fino’, que uma quadrilha de roubo de cargas se especializou em simulação de crimes para obter vantagens. Nesta quinta-feira (14), o delegado Josias Tibúrcio informou, durante entrevista coletiva, que metade das 20 ações atribuídas a esse grupo era, na verdade, uma farsa. Os motoristas entregavam mercadorias a integrantes do bando e depois formalizavam queixas na delegacia para justificar o desaparecimento dos produtos.

A operação foi deflagrada na quarta-feira (13), após a autorização da Justiça em Lajedo, no Agreste Pernambucano. Os policiais cumpriram dez mandados de prisão. Todos os detidos já seguiram para o Centro de Triagem e Observação (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife. A polícia estimna que o grupo tenha movimentado R$ 5 milhões. Entre os produtos roubados e revendidos estavam óleo vegetal, inseticida e vinho.

Também houve apreensões em 14 locais, distribuídos em cinco municípios: Recife, Olinda, Cabo de Santo Agostinho e Cachoeirinha, além de Lajedo.

Na casa de um homem suspeito de ser o responsável pelo contato entre os assaltantes e os comerciantes, os policiais encontraram dinheiro escondido sob areia e esterco de um vaso de plantas. Nos envelopes, havia cerca de R$ 30 mil. O próximo passo da polícia é identificar os motoristas envolvidos no esquema. "Vamos encontrar essas pessoas e pedir a prisão dessas falsas vítimas de roubo”, afirmou o delegado.

As apurações começaram em março deste ano. Tudo partiu de uma comunicação de roubo de combustíveis em Lajedo. Os policiais passaram, então, a monitorar um grupo, chegando a uma organização criminosa com atuação em todo o estado.

A polícia descobriu que a quadrilha era bem organizada. O líder era um receptador de mercadorias roubadas. Havia três ou quatro homens envolvidos nas ações diretamente, um atravessador e outro responsável pela indicação de imóveis para esconder a carga.

Os produtos ficavam armazenados durante um mês antes de serem distribuídos aos comerciantes que tinham contato com os ladrões. “Eles levavam os motoristas de caminhão para um cativeiro e só soltavam depois que a carga já estava guardada”, informou Tibúrcio.

O delegado ressaltou que o crime de roubo de cargas tem impacto grande no mercado. “Essas ações tornam o frete mais caro, assim como aumentam os valores de seguro. E os comerciantes que participam desse tipo de crime vendem produtos, muitas vezes, por preços fora do padrão”, comentou.


Fonte: G1

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